História do The Cure

# T H E _ C U R E   @  I R C . B R A S N E T . O R G

h i s t ó r i a     d a    b a n d a              

     É impossivel falar da história do Cure sem falar de Robert Smith ou apenas Bob, ele é o único que nunca saiu do Cure, é o fundador da banda, é o compositor de pelo menos 98% de todas músicas do Cure, ele definiu o estilo do Cure, ele é o gênio por trás do Cure.
     Robert Smith nasceu em Blackpool, na Inglaterra em 21 de abril de 1959, mas com apenas 5 anos de idade, a família Smith se mudou para a periferia de Crawley, onde Bob cresceu, Bob era um garoto tímido, de poucos amigos, um garoto estranho que usava maquiagem e roupas pretas e até foi expulso do colégio por ser considerado uma má influencia aos outros alunos, para escapar desse esteriótipo de tímido, Bob desafia todos ao montar uma banda de rock'n'roll, o estilo (rock'n'roll) que sempre foi ligado ao garoto rebelde ainda mais com a explosão do punk rock na Inglaterra, muitos duvidavam da capacidade de Bob de fazer um som tão revoltado, mas Bob não queria fazer apenas um som revoltado, não queria apenas copiar o que já existia, então ele criou, inovou fazendo músicas depressivas, algumas dançantes, outras de auto-reflexão, um estilo totalmente diferente de todos que existiam.
     Agora que você já sabe quem é o gênio Bob Smith, vamos a história do Cure...
     A banda que deu origem ao Cure se chama Easy Cure, e Bob montou essa banda com amigos do colégio quando tinha 16 anos de idade, apesar do estilo do Cure ser um estilo totalmente diferente do de outras bandas, Bob admite que na época a banda em que ele mais se inspirava era o The Clash, "Eu sempre fui meio resistente ao movimento punk, mas o Clash era demais, eles eram maravilhosos, se tem alguma banda que influenciou o Cure no início foi o Clash" ele diz, mas o som do Cure ou Easy Cure na época não tinha nada a ver com o do Clash, esse som viria a ser conhecido mais tarde como Punk Dark (gótico aqui no Brasil).
     Em 1977 com o Easy Cure formado Bob inscreveu a banda em um concurso de uma gravadora alemã chamada Hansa, o som da banda impressionou todos e o Easy Cure foi o campeão, mas ao gravar uma demo, Bob percebeu que o que a gravadora queria era somente um novo Sex Pistols, então Bob se assegurou que os direitos das músicas ainda eram da banda e foi embora, na época eles já tinham clássicos como "Killing An Arab". Toda essa experiência com a gravadora Hansa rendeu uma música, "Do The Hansa"...
     Em 1978 uma fita demo com a música "Killing An Arab" chegou às mãos de Chris Parry, um pequeno executivo da Polydor, ele ficou impressionado com a música e principalmente com a atitude original da banda, e resolveu ajudar a banda a gravar um single (aqueles discos pequenos que saem geralmente em promoções) então se tornou o empresário da banda, logo após assinar o contrato com Parry, Bob decide mudar o nome da banda, ele disse: "todas as bandas que nós gostávamos na época tinham o 'the' na frente então tiramos o 'easy' e colocamos o 'the' porque 'the easy cure' soaria muito americano, e eu odeio isso" então nasce uma das maiores bandas de todos os tempos, o THE CURE.
     Depois que o single "Killing An Arab" foi lançado, o Cure se tornou uma banda conhecida do cenário underground inglês, então em 1979 Chris achou que estava na hora da banda gravar um LP de verdade.
     Depois de algumas 'Peel Sessions' chega às lojas da Inglaterra o primeiro lançamento do Cure, o 'Three Imaginary Boys', com uma capa muito estranha, toda cor-de-rosa com um abajur, uma enceradeira e uma geladeira, bem estranho... a formação da banda era a seguinte: Laurence Tolhurst, um amigo de escola de Bob tão estranho quanto ele na bateria, Michael Dempsey, um punk que tinha como ídolo Sid Vicious no baixo e vocal, e Bob na guitarra e vocal.
     O álbum chamou a atenção da gravadora Polydor (apesar de que a banda havia assinado com a Fiction Records, o selo de Chirs) que decide lançar o álbum mundialmente, então Bob incluiu algumas músicas, mudou a capa, e lançaram em 1980 o clássico 'Boys Don't Cry'.
     No mesmo ano (1980) a banda começa a ter problemas, o baixista Michael está descontente com o som da banda, pois Bob queria um som depressivo e Michael não, então Michael sai da banda e entra o baixista mais adorado pelos fãs do Cure, Simon Gallup, Simon é amigo de infância de Bob, amigo do tipo que chama a mãe do outro de 'tia' então no fim de 1980 a banda lança 'Seventeen Seconds', um álbum que marca toda a teoria gótica, chegando a ser considerado a bíblia dos góticos, com a assombrosa música "A Forest" a banda marca toda uma geração, o tecladista Matthieu Hartley entrou na banda, gravou o álbum fez a turnê e foi embora da banda, dizem que é porque ele não gostava do som.
1981 é o ano de mais um clássico, o álbum 'Faith' continua no mesmo estilo depressivo, a formação da banda continua como um trio.
     No fim de 1981 é lançado o single "Charlotte Sometimes" com apenas 2 músicas a própria "Charlotte Sometimes" e "Splintered In Her Head", o single acaba por fazer mais sucesso que o álbum e acaba ultrapassando as vendagens do álbum.
     Continuando no mesmo estilo, em 1982 o Cure lança mais uma obra-prima, o álbum 'Pornography' é considerado por muitos um dos melhores trabalhos do Cure trazendo clássicos como "A Strange Day" e "The Haning Garden".
     Em 1983 acontece um imprevisto, Simon deixa a banda e o Cure vira uma dupla Bob-Lol (Laurence), neste ano Bob estava mais dedicado a uma de suas bandas paralelas, a Siouxsie And The Banshees, Bob foi convocado pra substituir John McGhoy que deixou a banda, depois de um álbum gravado com a Siouxsie (Hyena) e um show editado em vídeo/álbum (Nocturne), Bob volta a se dedicar ao Cure mas como estava difícil arrumar banda, Bob experimenta um novo estilo de som, um som eletrônico então sai o álbum Japanese Whispers, mas havia uma canção que Bob não queria fazer eletrônica, então ele conseguiu músicos para o Cure, entraram na banda: Phil Tornalley no baixo e Andy Anderson na bateria, a música que Bob queria preservar com instrumentos era The Lovecats, justamente a primeira música do Cure a chegar ao primeiro lugar nas paradas inglesas.
     No ano seguinte (1984) o Cure entra em estúdio e grava o álbum "The Top", fora do Cure junto com Steve Severin (baixista da Siouxsie) e Jannet Landray, Bob grava o álbum 'Blue Sunshine' essa outra banda de Bob se chama The Glove e não durou muito tempo, só tem esse álbum lançado até hoje.
     Voltando ao Cure o álbum 'The Top' é considerado o melhor deles pela imprensa britânica, Bob nunca se pronunciou a respeito disso, no fim de 1984 entra pra banda como guitarrista e saxofonista Porl Thompson.
     No final de 1984 saíram da banda Phil e Andy, entraram na banda Boris Willians na bateria e no baixo acontece o impossível, Simon volta, e agora pra ficar!
     No mesmo ano eles gravaram com certeza um de seus melhores álbuns 'The Head On The Door', que marca a fase mais pop e alegre do Cure, é desse álbum os hits 'Inbetween Days' e 'Close To Me', o álbum chega ao primeiro lugar na Inglaterra e nos EUA.
     Em 1986 ao invés de lançar álbum a gravadora decide lançar uma coletânea, nela tem todos os singles da banda e um single inédito em álbum ("Charlotte Sometimes"), a versão em vinil (LP) se chama "Standing On A Beach - The Singles", a versão em K7 tem duas fitas e se chama "Standing On A Beach - The Singles & Unavaliable B-Sides" e trás os Lados B da banda, a versão em CD (lançada mais tarde em 1989) se chama "Staring At The Sea - The Singles" e trás 4 músicas a mais do que o vinil essas são: "10.15 Saturday Night", "Play For Today", "Other Voices" e "A Night Like This".
     Um ano sem lançar álbum já foi o bastante pra Bob ter músicas acumuladas e o próximo trabalho do Cure é um disco duplo chamado 'Kiss Me Kiss Me Kiss Me', é dele os hits ''Why Can't I Be You?'', "Catch" e "Just Like Heaven", nesse mesmo ano o Cure vem pro Brasil, esse foi um ótimo ano pra quem curtia os sons ingleses, vieram ao Brasil o Cure, o Echo and The Bunnymen e a Siouxsie que até trocou alguns elogios com Bob pela mídia dizendo que ele se parece com uma salsicha empanada.
     O álbum foi bem sucedido e o Cure passou o ano de 88 só fazendo shows.
     Em 1989 o Cure lança mais outra obra-prima, o álbum 'Disintegration' que é um dos melhores de toda a carreira da banda trazendo os hits "Lullaby", "Pictures Of You", "Lovesong" e "Fascination Street", um super músico entra na banda, Perry Bamonte toca e faz de tudo na banda, porém os problemas com Lol engrossam, Bob não suporta mais ele, e o expulsa da banda, depois de vários problemas e um longo processo, Bob acaba vencendo e Lol se contenta em formar uma banda chamada Orpheus junto com o outro ex-Cure Andy Anderson, pra subistituir Lol entra Roger O'Donnell que já havia feito alguns ensaios na banda.
     Em 1990 o Cure faz um álbum de remixes que é odiado por uns e adorados por outros, Bob deu as músicas nas mãos de Dj's que viraram elas de ponta cabeça, algumas são até irreconhecíveis como "Inbetween Days" no álbum entitulado de "Mixed Up" traz uma música inédita, a estranha "Never Enough".
     Em 1991, sem se expor muito na mídia, o Cure grava um lendário show acústico (unplugged) pra MTV, mas como a MTV sempre complica as coisas o show nunca foi editado em CD, só é encontrado em vídeo e ainda assim é difícil, para deixar o show mais atraente, Bob toca uma música inédita entitulada de "A Letter To Elise", todos adoraram a música, que é considerada uma das melhores do Cure até hoje, mas só sairia em álbum quase 1 ano mais tarde com algumas correções na letra e nos solos.
Em 1992 o Cure grava o álbum "Wish" e volta às paradas com o hit "Friday I'm In Love" depois de anos sem aparecer na mídia o Cure fica em primeiro lugar em todas rádios, tv's e tudo mais, o álbum é super elogiado pela mídia e todos os seus singles ("High", "Friday I'm In Love" e a já conhecida pelos fãs que foram ao show acústico "A Letter To Elise") alcançam o top 10 na Inglaterra e nos EUA e até aqui no Brasil.
     Em 1993 vem um álbum ao vivo entitulado apenas de 'Show', nele há releituras de clássicos como "Just Like Heaven" e "Pictures Of You".
     Nesse mesmo ano Porl Thompson e Boris Willians deixam a banda, e a formação fica a seguinte:
     Bob na guitarra e vocal, Perry na guitarra, Simon no baixo e Roger nos teclados.
     Em 1995 o Cure coloca um anúncio em uma revista de rock inglesa:
     "Banda famosa precisa de baterista, NADA DE METALEIRO!!!!", então Jason Cooper responde ao anúncio e passa a ser o baterista da banda, com essa formação o Cure vem ao Brasil como atração principal do Hollywood Rock 96 e faz um show clássico no Rio de Janeiro.
     Em 1996 o Cure lança um álbum controverso "Wild Mood Swings", é um álbum muito estranho, nele tem de tudo um pouco, por isso alguns gostam e outros não, em 1997 o Cure lança sua segunda coletânea de singles entitulada 'Galore - The Singles', nela há todos o singles do álbum ''Kiss Me Kiss Me Kiss Me'' até ''Wild Mood Swings" e uma música inédita 'Wrong Number', música bem no estilo 'Never Enough'.
     No ano de 1998 não teve muita coisa sobre o Cure, em 1999 Bob anuncia o fim da banda e para presentear os fãs a banda começa a fazer um novo álbum que seria lançado em 2000 com o nome de "Bloodflowers", um álbum bem típico do Cure que faz lembrar a época de "The Top", o primeiro single "Maybe Someday" chegou a entrar no top 10 britânico, agora o Cure está fazendo a Dream Tour, última turnê da banda. E essa é a história do Cure, uma banda que se manteve independente por mais de 20 anos, que se manteve fiel às suas raízes e que nunca se vendeu, essa banda fantástica que nos deu várias e várias obras-primas, esse é o THE CURE. Se você tiver algo curioso, novo, interessante, mande pra gente, colocaremos no site...